Business & Industry

Mar 1, 2017

MIRO FORESTRY COMPANY - MADEIRA, A RIQUEZA ECOLÓGICA

A madeira como matéria-prima cuja extracção é passível de sustentabilidade através da renovação, e a relação entre custo, qualidade e aproveitamento, faz dela um recurso impar. O seu crescimento em florestas é a melhor forma de captar carbono da atmosfera e devolver-lhe oxigénio e, ainda por cima, é um material cujo crescimento e manutenção é praticamente gratuito, e a aplicação na construção dispensa emissões de CO2. 

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Nas últimas décadas a indústria da madeira tem vindo a sofrer grande transformação, não só no sentido tecnológico, mas sobretudo devido a sustentabilidade ecológica. Se por um lado as legislações têm ido no sentido mais restritivo, obrigando a actividade a juntar-se à florestação, por outro lado o facto de ser "natural" e renovável, faz dela a mais sustentável e ecológica das matérias-primas.

Caracterização e desempenho da actividade

A industria da madeira é composta, de forma geral, por três grandes actividades: Abate, serração e transformação. Da extracção resultam também três áreas de aplicação: a construção, que engloba desde edificações até aos móveis, passando pela indústria das paletes, chão e travessas de caminhos-de-ferro; o papel e derivados; e o combustível, nas novas formas, condensadas ou como carvão vegetal.

O uso da madeira pelo homem é tão antigo como a própria humanidade, e é só comparável ao uso da pedra. A madeira possui características únicas como regulador de temperatura e humidade devido a higroscopia, e a sua homogeneidade e anisotropia conferem-lhe resistências que podem ser superiores à do betão em certas espécies como o carvalho, obtendo um rácio de peso-resistência-custo óptimo para a construção, ou ser maleáveis como é o caso da Balsa.

A Madeira macia, provém de árvores de folha perene como por exemplo o cedro e o pinho. Embora a distinção, não há substancial diferença de aplicação, no entanto são mais frequentes e indicadas aplicações como, por exemplo: mobiliário interior, painéis de aglomerado e pasta de papel. São mais resistentes a pragas (insectos, fungos e bactérias), e de crescimento mais rápido. A Madeira dura, provém de árvores de folha caduca como por exemplo cerejeira, mogno ou carvalho e cujas principais aplicações são a construção exterior, móveis de alta qualidade, chão, portas ou decks.

O comércio de madeira, de forma geral, tem estado novamente a aumentar consistentemente, desde 2014. O preço por metro cúbico de madeiras (tanto a hardwood como a softwood) apesar das variações, característica da volatilidade das matérias-primas, tende a consolidar e a previsão de crescimento ronda os 3% num negócio que duplicou de valor nos últimos 10 anos e que se estima que valha actualmente mais de 300 mil milhões de dólares.

Após a crise no sector entre 1998 e 2001, devido a redução da oferta e aumento do preço, sobretudo relacionado com a produção da pasta de papel, e a crise de 2008-2014, cujo impacto se verificou sobretudo na relação que este sector tem com a construção, a emergência das novas economias e mercados na China, Índia, Brasil, Rússia e África; as importações e exportações de madeira voltaram a aumentar e prevê-se mesmo que o consumo até 2030 aumente 60%, atingindo os 2400 milhões de metros cúbicos. (*)

De um cenário pessimista que previa a diminuição do negócio com a redução dos usos de papel e respectiva reciclagem, redução da madeira na construção, em detrimento de outros materiais novos, (quem não se lembra das mesas de inox e vidro dos anos 90), e até no consumo de madeira como combustível (lenha), a verdade é que a procura de aglomerados, os pellets (combustível feito de granulado de madeira prensada) e a construção ecológica inverteram essas perspectivas e tendências negativas e a indústria e comércio de madeira cresce hoje de forma arrebatadora.

África um continente de madeira

A exploração de madeira em África atingiu um pico durante o século XIX com a industrialização da Europa e a colonização que a alimentava. A partir da Segunda Guerra Mundial e posteriores guerras de independência, a indústria de extracção e serração de madeira em África praticamente desapareceu. Com o retorno da estabilidade política e social está de novo a desenvolver-se, tendo no último ano atingido os 3,6 mil milhões de dólares em exportações e sendo a região de maior crescimento (**), e a China o seu maior importador e parceiro comercial.

O Gana é o terceiro maior exportador africano de madeira para a Europa e o maior exportador africano para o resto do mundo. Sendo a Índia e a Europa os maiores importadores da sua madeira.

É o beneficiário do primeiro projecto de fundos para a reflorestação e exploração sustentada de madeira aprovado pelo banco africano de fundos de desenvolvimento, no valor de 14 milhões de dólares. 

Nos últimos 15 anos este país teve um crescimento sustentado de 7,4%, o que levou o Banco Mundial a declarar que "o Gana evoluiu para uma democracia madura e estável". 
A Miro Forestry Company é uma empresa de exploração sustentável de madeira que possui mais de 30 mil hectares no Gana e Serra Leoa. Está focada em plantações de crescimento rápido para a produção de postes, aparas para compostos, e madeira para serração - tábuas e traves. Tanto para o mercado interno como para exportação.

(*) fonte: FAO; Timber Trade Federation; Globalwood; ITTO; Globaltimber.org

(**) fonte: forest-trends.org, worldsrichestcountries.com


Contactos: Miro Forestry Company * P.O. Box 3 Agogo, Asante-Akyem North - Ashanti, Republic of Ghana

General Enquiries: ghana@miroforestry.com * www.miroforestry.com


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