Lifestyle & Travel

Fev 1, 2018

TURISMO SALVA ANIMAIS

África é um dos melhores lugares do mundo para observar a vida selvagem. O continente apresenta espécies que já não existem em mais nenhum continente do mundo. Falar em África reporta-nos para o mundo dos safaris e dos animais, mexendo com a imaginação de qualquer um.

Por ALFREDO MIRANDA

Quem não se imagina dentro de um jipe, seguindo uma trilha, vestido com roupas verdes, botas, colete e aquele chapeuzinho característico? Uma grande aventura!

Os safaris são uma das maiores atrações mundiais, sendo responsáveis por, aproximadamente, 7% do Produto Interno Bruto (PIB) de países como, por exemplo, a África do Sul, empregando cerca de 3% da população sul-africana e contribuindo para a preservação de várias espécies que estão em vias de serem extintas.

Nos passeios, os turistas podem percorrer reservas de caça privadas, além de experimentar elementos da vida selvagem, observar animais, como o leão, o leopardo, o búfalo, o elefante e o rinoceronte.

Em franca expansão, os safaris constituem, dessa forma, uma fonte de receitas para os diferentes países africanos, onde existem parque nacionais. Por essa razão, Moçambique, recebeu 3.108 animais para as suas áreas de conservação da natureza, esperando tornar essas zonas mais atrativas para os turistas.

A Reserva Especial de Maputo (REM) e o Parque Nacional do Zinave (PNZ) receberam, em 2017, 3.108 animais, correspondentes a 66% do número previsto, refere a Administração Nacional das Áreas de Conservação de Moçambique (ANAC).

A REM recebeu 2.325 animais, dos quais 1.162 do Big Game Park da Suazilândia, 251 da Reserva Ezemvelo, da África do Sul, e o remanescente do Parque Nacional da Gorongosa. O PNZ, localizado na província de Inhambane, sul de Moçambique, recebeu 783 animais, incluindo 51 impalas e dois elefantes do Zimbabwe, 387 pivas e 93 changos do Parque Nacional da Gorongosa, e 250 búfalos da Reserva Nacional de Marromeu (RNM).

Por seu turno, a Coutada Oficial n.º 9, no distrito de Macossa, província de Manica, recebeu da RNM um total de 200 búfalos.

"Esta operação de translocação constitui um marco histórico, por ser a maior que o país realizou, e pelo fato de o PNG e a RNM terem movimentado algumas espécies de fauna bravia para outras áreas de conservação", referem responsáveis do parque.

A ANAC espera que a colocação de mais animais torne as áreas de conservação mais atrativas ao turismo, mobilizando mais investimento no setor.

Etosha

O Parque Nacional do Etosha (Namíbia) é muito seco, tendo algumas nascentes naturais permanentes, alimentadas por reservas de água subterrâneas. A estas acrescem actualmente algumas fontes de água artificiais, em que a água é bombeada do subsolo. Tanto umas como outras são a salvação da vida animal e o que permite a sua fixação numa zona tão árida. A geografia e morfologia do parque é a razão da sua fama mundial e do seu carácter único, mesmo no que toca à observação de vida animal. Isto porque a aridez do terreno e a escassez de pontos de água faz com que os animais, de diferentes espécies, se reúnam na mesma área restrita e acessível às objectivas das máquinas fotográficas dos turistas.

Chobe

O Parque Nacional do Chobe tem uma área reduzida, sendo apenas o terceiro em dimensão no Botswana, mas encerra a maior diversidade de vida animal do país e a maior concentração de elefantes em África, contando com mais 50.000 indivíduos. Para além destes, há populações de leopardos, leões, girafas, rinocerontes, búfalos, hipopótamos, etc.

Masai Mara

A grande migração dos gnus no Masai Mara e no Serengeti (ambos no Quénia) é um dos pontos altos de qualquer viagem a esta savana e levou a UNESCO a classificá-la Património Mundial da Humanidade. Os gnus movimentam-se na savana do Serengeti ao longo do ano, para sul na estação das chuvas e na direcção norte na estação seca. Nesta migração, os gnus são acompanhados por diversos animais, nomeadamente gazelas e zebras. Mas, os gnus estão na base da cadeia alimentar da savana e, como tal, são o "prato principal" dos predadores: leões, leopardos, chitas e hienas. Isto faz com que quase todos os animais do Masai Mara acompanhem a migração dos gnus, uns em busca das pastagens verdejantes, outros em busca de alimento mais proteico.

South Luangwa

O South Luangwa National Park (Zâmbia) cobre uma área de cerca de 9.000 km2, mas as planícies aluviais e as margens do rio Luangwa são as zonas mais populares entre os visitantes, já que as águas atraem animais de grande porte e predadores. A época seca dura vai de Abril até Outubro, e a época mais propícia à observação de vida selvagem é de Junho a Outubro, sendo este último o mês mais quente do ano e com a maior concentração de animais. O rio Luangwa é um dos últimos grandes rios de África que permanece praticamente inalterado pela actividade humana. É conhecido por ter aquela que é provavelmente a maior população de hipopótamos do mundo, e no seu vale concentram-se alguns Parques Nacionais com excelentes condições para a observação de vida selvagem.

BILIÕES NA OBSERVAÇÃO DE AVES

A observação de aves, além de salvar espécies, movimenta biliões pelo mundo, sendo um tipo de turismo onde cada cidadão se transforma numa espécie de cientista amador e pode até ajudar a salvar espécies.

Ao lado da Nasa, na Flórida, EUA, quem está a olhar para o céu não está, forçosamente, a olhar para a descolagem do vaivém espacial, está a ver os passarinhos que sobrevoam as instalações da NASA.

As pessoas vão de carro observar a vida selvagem, os pássaros e outros animais e fazem isso a partir do conforto dos seus automóveis. Tem muito a ver com a cultura do automóvel nos Estados Unidos, mas também é uma forma civilizada, confortável e segura de fazer observação de aves no meio da natureza.

Nos Estados Unidos, mais de 47 milhões de pessoas observam aves. É um super-negócio, que gera mais de 600 mil empregos e movimenta quase USD$ 106 bilhões por ano, o triplo do que muitos países gastam com a saúde.

Feiras como uma que acontece em Titusville, na Flórida, reúnem os passarinheiros e quem factura com eles. Peruanos, portugueses, colombianos, equatorianos, texanos, cada um tenta vender o seu pássaro.

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