Luxury & Fashion

Abr 1, 2017

O MUNDO EM COLLANTS

Lisos, com laços, bolas ou em renda, rasgados, de rede, brilhantes, opacos ou transparentes, com ou sem ligas, de descanso, push up ou especiais para grávidas, os collants são hoje uma peça de vestuário indispensável, que se destaca em desfiles de moda mundiais.  

Designers como Balmain, Yves Saint Laurent e Diane von Furstenberg são alguns dos estilistas de renome que têm incluído esta peça de vestuário nas suas colecções. Ícone da moda desde a década de 1920, os collants caíram em desuso nos últimos anos, para regressarem agora em todo o seu esplendor.

Longe vão os tempos em que as fashionistas olhavam para os collants como uma peça socialmente inaceitável, mesmo debaixo de temperaturas negativas, era absolutamente demodé. Actualmente, os collants são um must have, sobretudo nas estações frias, tornando as pernas femininas ainda mais sensuais. Há, porém, aspectos a ter em conta sobre o seu uso.

Segundo os fashionistas, «collants pretos, lisos e finos são os mais usados quer pelas senhoras em geral, quer pelos criadores, pois vestem bem com vestidos em tecidos brilhantes. Os opacos são muito procurados para o dia-a-dia, especialmente durante as estações frias». A título de curiosidade, uma maneira de compreender a sua espessura é através do número de derniers descrito na embalagem. Um collant fino tem entre 15 e 20 derniers (unidade de medida que corresponde ao peso em grama por nove quilómetros de fio e 20 derniers correspondem a 20 gramas por nove quilómetros de fio). Portanto, quanto menor a quantidade de derniers, mais finos e elegantes são os collants, razão pela qual alguns se rompem mais facilmente.

Já para usá-los com bolas ou mesmo rasgados é preciso uma certa atitude. Este Inverno, Diane von Furstenberg vestiu as pernas das suas modelos com collants de bolas e vestidos envelope, enquanto Hedi Slimane, para a Saint Laurent, combinou os rasgados com saias curtas em tule e vestidos curtos em lurex, num estilo mais punk.

Muito sexy e delicados, os collants em rede fina e as combinações com rede e flores conjugam-se com vestidos de corte a direito, em tecidos mate. Para os fashionistas, «quanto mais trabalhadas forem as meias, mais simples deve ser a roupa, e vice-versa».

Esta peça está de tal forma in que que até o o jornal britânico "The Telegraph" lhe dedicou, recentemente, um artigo, no qual refere que são sete os tipos de collants mais requisitados no momento: opacos, diluindo assim a polémica sobre a estética do seu uso; de malha, muito úteis no tempo frio; cor de pele, para as menos friorentas e mais preocupadas com a estética da perna; com efeitos, para quem gosta de ousar; pretos semi-transparentes, deixando adivinhar um pouco da perna; modeladores (anti-celulite, push up, etc); e coloridos, nomeadamente no mesmo tom da roupa, inspirados nas últimas colecções Gucci e Valentino.

Feitos de materiais diversos como nylon, lycra ou lã, os collants, também chamados de meias-calças, são um acessório associado ao público feminino, embora muitos homens tenham retomado o seu uso.

Sim retomado… porque se recuarmos 2.200 anos, até à Mesopotâmia, estes eram usados estritamente pelos soldados, devido ao frio.

No século XIV, tornaram-se um acessório aliciante entre a nobreza devido à riqueza de materiais utilizados nas peças de vestuário, incluindo nos collants. No reinado de Catarina da Rússia, por exemplo, eram os homens que os utilizavam como artefactos de sedução.

Também em Espanha se tornaram famosos durante o século XV, tendo sido acrescentada uma particularidade, não podiam enrolar nas pernas, pois as calças dos homens cobriam apenas as coxas. Os reis aderiram então aos collants em seda.

Foi a partir do ano 1780, quando os tecelões criaram meias com materiais mais finos, que o uso se generalizou entre as senhoras, nomeadamente os de ligas. Estes tornaram-se igualmente populares em Paris, França, entre as dançarinas de Can-Can, facto muito arrojado, para a época.

Após as duas Guerras Mundiais e graças a novas tecnologias de fabrico, os collants passaram a ser confeccionados com materiais mais delicados e economicamente mais acessíveis. Um aspecto que foi do agrado das senhoras, já que a mini-saia entrava na moda e, assim, para além de ter as pernas protegidas, eles também as modelavam.

Quem talvez tenha nascido na época errada foi William Lee, o inventor deste acessório, pois não enriqueceu nem ficou famoso com a sua criação.

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