Lifestyle & Travel

Jan 31, 2016

O Recife das Cores

A Grande Barreira de Coral é uma das sete maravilhas do Mundo Natural e ao observarmos de longe compreende-se porquê. É mais extensa que a Grande Muralha da China e o único organismo vivo visível do espaço.

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A Grande Barreira de Coral é um anfitrião, extremamente antigo, de coisas vivas, composto por coral que cresce por cima de coral morto, com origem, provavelmente, há cerca de vinte milhões de anos. Muitas gerações de coral tornaram-se grandes paredes de pedra, cobertas por uma miríade de organismos vivos, como corais, algas, esponjas, peixes, minhocas, estrelas-do-mar, tartarugas, moluscos, cobras, crustáceos e uma extraordinária variedade de milhares de espécies de plantas e animais.

Embora não existam provas concludentes, o primeiro contacto humano ocorreu algures no tempo. Sabemos que o povo Aborígene ocupou grande parte do território australiano durante 40.000 anos. Tanto Aborígenes como os povos ilhéus do Estreito de Torres pescaram e caçaram nestas águas, viajando entre as diferentes ilhas do recife.

Durante longos períodos, aquando de actividade glacial, a região da Grande Barreira de Coral encontrava-se seca, com extensas planícies costeiras. Hoje, a área encontra-se a uma profundidade inferior a 100 metros.

O Parque

O Parque marinho estende-se por cerca de 3000km (1800 milhas), quase paralelo à costa de Queensland, desde a cidade meridional de Bundaberg até ao extremo norte do Cabo York.

O recife, que encontra-se entre 15km a 150km ao largo da costa australiana e tem uma largura de 65km em algumas zonas, é um conjunto de corais colorido e vívido, que dá aos mergulhadores uma experiência subaquática única.

Um encontro imediato com os jardins de Coral da Grande Barreira revela muitas atracções submarinas, incluindo a maior colecção de corais (de facto, mais de 400 espécies diferentes), esponjas coralíferas, moluscos, raias, golfinhos, mais de 1500 espécies de peixes tropicais, mais de 200 tipos de aves, cerca de 20 tipos de répteis incluindo tartarugas marinhas e amêijoas gigantes com mais de 120 anos de existência.

O recife é área de acasalamento para as baleias-de-bossa, durante a migração desde a Antártida, e também habitat para várias espécies ameaçadas de extinção, como o Dugongo (Vaca-do-Mar), ou a Tartaruga-Verde. Em reconhecimento da sua importância, a UNESCO classificou a Grande Barreira de Coral como Património da Humanidade em 1981.

Devido à sua beleza, tanto abaixo como acima da linha de água, o recife tornou-se um dos destinos turísticos mais procurados do mundo.

Em 2006 existiam cerca de 820 operadores e 1500 embarcações e aeronaves autorizados a operar no Parque Natural da Grande Barreira de Coral, garantindo um acesso fácil a todos os que querem experimentar a zona e aprender em primeira mão sobre as suas belezas naturais e valores de Património da Humanidade.

Onde ficar

Existem muitos locais fantásticos onde ficar alojado na Grande Barreira de Coral, e uma grande variedade de experiências à sua espera. Pode ficar numa ilha, num resort como a Ilha Hamilton ou algo mais isolado e remoto como a Ilha Haggerstone.

Há uma enorme escolha de hotéis e resorts nas cidades e vilas costeiras, que acolhem todo o tipo de visitantes.

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