Science & Nature

Out 3, 2018

SPROUT PENCIL

O que acontece com um lápis de madeira depois de ser usado? Normalmente, é deitado ao lixo. Mas, e se fosse possível aumentar o seu tempo de vida, mesmo após já não restar nada que permita ser utilizado?

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É o que a empresa dinamarquesa, Sprout World se dedicou a fazer com o seu lápis, que permite ser plantado após a sua utilização, dando lugar a uma das plantas possíveis à escolha.

"São 15 biliões de lápis fabricados anualmente, e três milhões deles apenas nos Estados Unidos. São muitos pedaços de lápis descartados no fim de vida", disse Michael Stausholm, CEO da Sprout World. A empresa, com sede na Dinamarca, quer diminuir esse desperdício. A startup produz lápis que se podem plantar e ​​que se transformam em vegetais, ervas ou plantas com flores após a sua utilização.

Stausholm afirmou que os lápis, feitos de cedro em Pine City, no Minnesota, Estados Unidos, são o produto sustentável perfeito porque um "produto que está a morrer, está literalmente a dar uma nova vida a um novo produto". No local onde tipicamente estaria uma borracha, na ponta oposta à carga de carvão, estes lápis de madeira têm uma cápsula feita de material biodegradável que contém uma pequena mistura de sementes e turfa.

Após o tempo de vida de utilização do lápis, é possível plantar a cápsula num pequeno vaso e usar a ponta do lápis como marcador. A cápsula é então dissolvida e as sementes crescem, dando lugar a uma planta. Os lápis vêm em 14 variedades que incluem tomate, lavanda, manjericão, girassol e pimenta verde.

Os lápis foram desenvolvidos por três estudantes do MIT em 2012. "Na época, eu morava na Dinamarca e trabalhava muito com empresas sustentáveis" (...) "Mas a sustentabilidade é difícil de ilustrar para os consumidores. Eu estava à procura de um produto que pudesse facilmente fazer isso". Um ano depois, encontrou a Sprout Pencils quando era apenas uma campanha do Kickstarter.

"Adorei a ideia. Foi uma maneira perfeita de explicar o que é a sustentabilidade", disse Stausholm.

Stausholm fez uma parceria com os estudantes e convenceu-os a deixá-lo vender os lápis na Dinamarca. "Vendemos 70 mil lápis na primavera de 2013. Percebemos que definitivamente havia procura para eles", afirmou.

Em 2014, a startup havia vendido um milhão de lápis em toda a Europa.

Mais tarde nesse ano, Stausholm adquiriu as patentes e direitos da marca e tornou-se CEO da Sprout World. Admitiu ainda que a Sprout World agora vende uma média de 450.000 lápis por mês e registou mais de três milhões de dólares em receitas.

O próximo passo seria conquistar o mercado dos EUA. Stausholm abriu um pequeno escritório em Boston para aproveitar o momento. Nele trabalham dois funcionários e quinze na Europa. "A América está um par de anos atrás da Europa em termos de abraçar a eco-amizade". Mas, acha que é um mercado perfeito para os lápis da Sprout World porque os seus criadores e fabricantes são baseados nos EUA. Os lápis são vendidos nas lojas Amazon e Whole Foods.

Stausholm também está focado em reduzir o preço. Em última análise, ele quer que todos os estudantes ao redor do mundo usem os lápis do Sprout World.

A startup pretende lançar novos produtos, incluindo cartões plantáveis ​​e lápis de cor. "Sabemos que não podemos salvar o planeta apenas com nossos produtos" (...) "A nossa missão é, pelo menos, educar as pessoas sobre como ser mais conscientes no que compram e procurar produtos que sejam reutilizáveis".

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