Business & Industry

Fev 1, 2017

REVOLUÇÃO SOCIAL

Os amigos de longa data, os amigos recentes, as notícias falsas, as notícias verdadeiras, as boas e as más notícias, as televisões, os jornais, as preferências das pessoas, a publicidade de produtos úteis e inúteis... Tudo lá cabe.

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Que seria de nós sem ela? Como foi possível viver sem ela durante tanto tempo? Como era a vida antes dela? Onde andava toda a gente? Onde está toda a gente agora?

Estas e outras perguntas, começaram a encontrar resposta no dia 4 de Fevereiro de 2004, o dia em que foi inaugurada a primeira página da rede social The Facebook (o primeiro nome desta rede).

O sistema original, programado por Mark Zuckerberg, Eduardo Saverin, Dustin Moskovitz e Chris Hughes, servia apenas para classificar os alunos mais atraentes da Universidade de Harvard e, para isso, "roubava" as fotografias dos estudantes da rede de segurança da Universidade. Basicamente, apresentava duas fotos, lado a lado, e permitia aos utilizadores decidir quem achava ser mais atraente (dando "like").

Numa posição que se pode classificar como política ou de protesto, alguns estudantes começaram a trocar as suas fotos pessoais por imagens de livros. Esta prática foi aumentando e no dia 28 de Outubro de 2003, a direcção da Universidade deu ordem aos informáticos para bloquear o sistema. Zuckerberg foi acusado por quebra das regras de segurança, violação de direitos de autor e privacidade e chegou a ser ameaçado de expulsão.

Mas isto não passou de um pequeno adiamento. No dia 4 de fevereiro de 2004, apenas 99 dias depois do fecho da rede Facemash (o nome da primeira rede), reabria, agora de forma mais abrangente, a nova rede com o nome "TheFacebook". Este novo nome é inspirado no livro, produzido artesanalmente, que as universidades americanas preparam todos os anos, com as fotos, nomes e alguma informação básica, de todos os estudantes da universidade, e que serve de apresentação dos estudantes mais velhos.

A adesão dos estudantes foi tal, que Zuckerberg, percebendo o potencial do site, decidiu quebrar a restrição que o limitava à rede da universidade. Rodeou-se de uma equipa que expandiu o site a outras universidades e escolas e nascia assim aquela que ainda hoje é considerada a maior rede social do mundo e que, de todas as formas, revolucionou a vida de todas as pessoas.

Em 2005, Sean Parker, fundador do site de partilha de música Napster, adquiriu o domínio de internet facebook.com por 200 mil dólares e tornou-se o maior investidor da marca. Isto terá levado ao afastamento de Eduardo Saverin que, desagradado, processou o Facebook e acabou por recolher 5% da empresa que, actualmente, tem um valor estimado em 100 mil milhões de dólares.

Tudo isto conta para considerar que Mark Zuckerberg tem, sem a mínima dúvida, um lugar marcado na história do mundo. Não só se tornou no mais jovem multi-milionário do mundo, mas colocou-nos todos em contacto permanente ao quebrar fronteiras físicas (quem não tem hoje amigos de Facebook noutros continentes?), e ainda instaurou uma nova ordem na web global.

Em 2012, no livro "The Facebook Effect", David Kirkpatrick questionava: como irá o Facebook alterar as interacções entre os seus utilizadores no mundo real? Qual será a resposta de governos repressivos, a esta nova ferramenta que confere tanto poder de informação aos seguidores? Será que um serviço como o Facebook precisa mesmo de uma regulação especial?

A revista Forbes, em tempos, classificou a missão do Facebook como um mapa segundo o qual o utilizador se pode mover dentro da internet e descobrir coisas novas a partir dos seus contactos e das recomendações que vai recolhendo.

Quando se diz que o Facebook é a maior rede social no mundo, não há exageros. São 1,65 mil milhões de utilizadores; está disponível em qualquer computador em 139 idiomas; conta com 600 mil tentativas de pirataria informática diárias; e o ordenado mensal do seu criador, Mark Zuckerberg é de um dólar.

A revolução começou há 13 anos, e está longe do seu fim.

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