Culture & Art
Mar 1, 2017
RED CLAY - REINVENTAR O BARRO
Em 2010 nascia a marca que, pouco a pouco, se tem tornado cada vez mais procurada por alguns dos melhores percussionistas a nível mundial e que tem a particularidade de ser produzida num produto considerado ultrapassado pelos tempos modernos.
Referimo-nos à Red Clay e ao modo como reinventou o barro tornando-o numa das tendências musicais do século XXI e escolha de eleição de músicos internacionalmente reconhecidos como Rão Kyao, Rhani Krija (percussionista de Sting, Sarah Connor, WDR Big Band, Dominic Miller), Pete Lockett (percussionista que tem gravado e tocado com Björk, Peter Gabriel, Dido, The Verve, Texas, Pet Shop Boys, Sinead O'Connor e muitos outros bem como compondo para vários estúdios de Hollywood, com principal destaque para as bandas sonoras de vários filmes de 007, e que foi considerado pelas revistas "Rhythm" e "Modern Drummer" como sendo "o melhor percussionista do mundo" em 2005, 2010 e 2011), Jarrod Cagwin (Sezen Aksu, BBC Orchestra), Rónán Ó Snodaigh (Kíla), Marcos Bosco (Rita Lee, RPM, Caetano Veloso, UFO, Sepultura, galardoado com 2 Grammy), Ruca Rebordão (Madredeus, Alejandro Sans, Moonspell, Mike Ryan), Marito Marques (Fingertips, Aurea, Yami) ou Lea Mullen (Vanessa Mae, George Michael).
Em meros sete anos o mestre em olaria João Sousa, apodado pelos restantes oleiros de "oleiro dos sons", conseguiu não só recuperar um material considerado como menos nobre e ultrapassado pelo tempo mas também populariza-lo do Canadá até ao Brasil, passando pelos Estados Unidos e por toda a Europa, recriando de raiz instrumentos que muitas vezes já só estavam disponíveis em museus, caso das ocarinas, o seu primeiro sucesso.
A sua árdua investigação levou-o a estudar equipamentos de sopro atribuídos aos maias e aos astecas, passando à descoberta da percussão africana em barro, caso do udu, e indiana, caso do ghatam.
Por tentativa e erro conseguiu dominar a técnica necessária para ressuscitar todos estes instrumentos, criar instrumentos próprios e recriar outros tradicionais utilizando o barro e a pele curtida, estendendo a marca Red Clay a bodhrans, ovnidrums, arpas, frame drums, tarolas, adufes e até ao seu único "erro": as guitarras em barro. Funcionam mas são de uso limitado uma vez que a fricção necessária a uma constante afinação acaba por as danificar, razão pela qual deixou de as produzir.
O sucesso tem sido tal que nem passada uma década após o seu início, a Red Clay foi convidada a ir à Índia auxiliar na recuperação da construção de instrumentos locais em barro numa iniciativa da India Foundation for the Arts, partilhando a sua investigação e métodos utilizados com inúmeros aprendizes nas cidades de Bangalore e Déli de modo a perpetuar as olvidadas tradições musicais locais.
A marca Red Clay tem-se destacado pela atenção ao pormenor, pela utilização dos melhores materiais (a argila vermelha) e fornecedores (no caso das peles e alguns apetrechos de madeira) e a diferenciação musical tão apreciada no universo da música, uma vez que, por exemplo, um ovnidrum ou uma pandeireta em barro terão um som distintivo das opções industriais em madeira ou metal da concorrência.
Esta é a razão pela qual os percussionistas que tocam e gravam com alguns dos nomes mais sonantes da música internacional, seja pop, jazz ou o rock mais pesado, viram nesta marca uma mais-valia para as suas composições.
Os seus instrumentos são construídos em barro vermelho e torneados artesanalmente em roda de oleiro, utilizado técnicas ancestrais aplicadas à recriação de instrumentos de todo o mundo e atribuindo-lhes novas sonoridades.
E, uma vez que os instrumentos são vidrados a altas temperaturas, a marca garante que a sua resistência às alterações atmosféricas e utilização frequente por parte dos músicos os torna num artigo que pode durar gerações, conquanto, claro está, que não os atirem ao chão.
Contactos: www.redstore-percussion.com * redstorepercussion@gmail.com * Tel: + 351 913 796 083 * Red Store, Galeria Via Veneto, Avenida João XXI , 72B -Lj30, 1000-304 Lisboa, Portugal





