Business & Industry

Nov 1, 2016

REDUZIR A DEPENDÊNCIA DO PETRÓLEO

A forte e repentina quebra do preço do petróleo no final de 2014, e prolongada em 2015 e 2016, colocou inúmeros países em situação económica e social difícil. Em todo o mundo, cerca de 100 países produzem petróleo, a maioria em pequenas quantidades e apenas para consumo interno

Os 10 maiores produtores, concretamente, a Arábia Saudita, Rússia, Estados Unidos da América, Canadá, Iraque, Irão, Koweit, China, Emiratos Árabes Unidos e México representam 64% ou dois terços da produção mundial. Porém, outros países dependiam das receitas do petróleo para realizarem investimentos em infraestruturas e programas sociais, tais como a educação, saúde, inserção social e redução da fome e da pobreza.

Citando unicamente dois países por Continente, Angola e Nigéria em África, Brasil e Colômbia na América do Sul, e Cazaquistão e Indonésia na Ásia, como aqueles que realizaram grandes melhorias na qualidade de vida da população na última década, e que com a queda do preço do petróleo, enfrentam dificuldades financeiras para manter esses programas, bem como situações de quebra ou mesmo de recessão, para além de assistirem ao reacendimento da inflação.

Embora continue a ser o primeiro exportador africano de petróleo, Angola é um bom exemplo no que se refere à redução do ritmo das taxas de crescimento habitualmente elevadas, invertendo um ciclo positivo longo verificado até 2013 e que, agora, recorre prioritariamente a mecanismos internos que permitem compensar a quebra do valor das exportações, conseguindo manter um ritmo de crescimento positivo, ainda que menor.

Graças às reservas acumuladas durante o período anterior e à nova política de emissão de Dívida Interna, sustentada pelos bancos nacionais, o Estado Angolano tem conseguido minimizar os efeitos negativos da quebra do valor das exportações, quer através da manutenção da política de investimento público, ainda que inferior, quer através do lançamento de mecanismos de incentivo a investidores privados nacionais e estrangeiros com vista ao lançamento de uma política activa de diversificação da economia.

O essencial dessa orientação está contido no Programa de Governo "Angola Investe", que apoia financeiramente pequenas e médias empresas com projectos estruturantes, credíveis e confiáveis, portanto válidos para investimento na agricultura, pescas, minas, indústria transformadora, materiais de construção, turismo e outros serviços, segundo parâmetros pré-definidos relacionados com a viabilidade, a dimensão e a criação de emprego. Os projectos elegíveis são assegurados por garantia pública de 70 % e uma bonificação de juros, para além de outros benefícios, como prioridade no acesso a divisas para as importações de equipamentos e materiais. Cerca de 500 projectos já foram aprovados, representando cerca de 400 milhões de Dólares, direcionando 42 % para a Indústria Transformadora, 35 % para a Agricultura e 13 % para Turismo e Serviços. Cerca de 20 bancos Angolanos aderiram ao "Angola Investe", apoiando projectos de promoção e consolidação empresarial, cujo desígnio é dinamizar a economia para fomentar a produção interna e compensar a redução da receita da exportação de petróleo. Entre os bancos aderentes está o "Banco SOL", um dos bancos angolanos mais dinâmicos, e que tem dado crescente atenção ao estímulo a empresários privados, com projectos prioritários para a sua própria estratégia, com destaque para o Turismo e a Indústria Transformadora, dada a crescente importância económica destes sectores e a sua capacidade para criarem emprego - uma prioridade nacional.

A nível Industrial, o "Banco SOL" tem dado maior atenção a projectos de carácter estruturante inseridos em "clusters" inovadores a nível da economia nacional, procurando encontrar projectos viáveis de substituição competitiva de importações de produtos finais que podem facilmente ser "made in Angola"; exportados para países vizinhos; e abastecerem o mercado doméstico.

A nível do Turismo, o "Banco SOL" celebrou recentemente um protocolo estratégico com o Ministério do Turismo e Hotelaria para financiar novos projectos de interesse turístico de pequenas e médias empresas e empresários privados em qualquer região angolana. De facto, Angola tem um grande potencial de desenvolvimento turístico, pois estende-se ao longo de mais de 2.000 km de costa do Atlântico Sul, com zonas tropicais no Norte, na Província de Cabinda, quase junto ao Equador, e zonas desérticas no Sul, na Província do Namibe, na fronteira com a Namíbia.

Nos últimos anos, Angola tem recebido aproximadamente, cerca de 500.000 visitantes por ano, um número que há dez anos era menos de metade. Hoje, Angola tem cerca de 200 hotéis de várias categorias, cerca de 100 aldeamentos turísticos e outros tipos de alojamento, perfazendo uma média de 14.000 quartos.

O Banco Mundial classifica Angola como país "emergente" em termos de Turismo, pois possui instituições sólidas, está a dar prioridade ao Turismo e apresenta alguns resultados positivos relativamente à qualidade e competitividade. Aliás, espera-se cerca de 70 milhões de turistas em África até 2020, sobretudo na África Austral. Angola ganha por fazer parte desta região e ser vizinha da Namíbia, mas tem de aumentar e melhorar a sua capacidade para receber turistas. De facto, o sector atingiu uma importância tal que Angola é recomendada por Operadores Turísticos internacionais. Uma tendência que levou o "Banco SOL" a eleger o Turismo como uma área estratégica, apoiando investimentos no sector.

The World Bank classifys Angola as an emerging country in terms of Tourism, because it has solid institutions, is giving priority to tourism and shows positive results in terms of quality and competiveness. Besides, being expected that about 70 million tourists in Africa until 2020, especially in Southern Africa. Angola shall benefit for being a member State in the region and being a neighbour of Namibia, but it needs to increase and to ameliorate the capacity to receive tourists. In fact, the sector has reached such importance that Angola is recommended by International Tour Operators. A trend that took "Banco Sol" to choose Tourism as a strategic area, supporting investments in the sector.

Sempre atenta, a revista Your VIP Partner, destaca a beleza e recursos naturais de Angola. Para rivalizar com alguns "vizinhos", o país necessita de melhorar as infraestruturas e a rede de alojamento, modernizar a indústria e continuar a reforçar a integração social e a qualidade de vida das classes desfavorecidas. Chama-se por isso, a atenção de investidores dinâmicos para o grande potencial das tendências do desenvolvimento Industrial e do Turismo na África Austral, especialmente em Angola. Apesar das dificuldades que os países produtores de petróleo atravessam, Angola continua a atrair investimentos privados em muitos sectores que são hoje uma prioridade para a diversificação da economia.

Investidores activos em Angola consideram que é um destino muito atractivo para novos investimentos, apesar das dificuldades iniciais que acabam por ser ultrapassadas com a ajuda, se necessário, de serviços de consultores especializados ou de bancos que conheçam bem este desafiante país.

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