Business & Industry

Abr 1, 2016

Combustível Novo de Pneus Usados

Os pneus usados são um dos subprodutos mais comuns da actual indústria automóvel. Empilhados e esquecidos ao longo de décadas, os pneus usados estão a ser aproveitados para projectos de urbanismo e desenvolvimento de território recentes, porém, a energia nestes contida acaba por permanece no interior. Agora, uma nova tecnologia permite que reutilize a energia de um pneu usado e obtenha um rápido retorno do investimento.

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Normalmente, produtos como gasolina, gasóleo e outros produtos refinados são produzidos em refinarias petrolíferas, onde o crude é processado. Não é comum referir que estes produtos tenham outras origens, mas existem tecnologias menos conhecidas que utilizam pneus usados e outros plásticos, ricos em energia calórica, para produzirem combustíveis refinados. Este processo garante uma elevada protecção ambiental. A teconolgia está devidamente registada na WIPO - Organização Mundial da Propriedade Intelectual, sob o Tratado de Cooperação em patentes desde 2002, tendo sido testada e implementada.

Após a fase experimental, a empresa portuguesa GBEN – Produção de Combustíveis Lda., já representa a licença tecnológica para o desenvolvimento industrial desta tecnologia em vários países da Europa e noutros continentes com mercados relevantes de pneus usados, como a América do Sul e África.

Tanto a tecnologia como a unidade de produção são uma solução "chave na mão". Estudos iniciais recomendam um consumo padrão de 40 toneladas/dia, o que significa ter acesso a 15.000 toneladas/ano de pneus usados e outros plásticos, de forma a garantir o funcionamento permanente da fábrica. No entanto, esta quantidade pode ser atingida em diferentes fases, com a instalação sucessiva de módulos que aumentam a capacidade produtiva em dez toneladas/dia, facilitando o início da operação. O investimento inicial ronda os €15.000.000, dos quais €10.000.000 correspondem a equipamento entregue pela empresa que tem as patentes da tecnologia, para evitar quebra de confidencialidade sobre as licenças registadas. Esta estimativa é ajustada à medida que os planos são finalizados e é tomada uma decisão final sobre o local de instalação. Prevê-se que o projecto demore 20 meses a implementar, considerando que a entrega e montagem do equipamento tem um prazo de 14 meses.

A escolha do local para instalar a unidade de produção, deve ter em conta a proximidade de pontos de colecta de pneus usados ou outros plásticos, assim como a concentração de veículos e consumidores. Isto significa que é necessário um terreno com 30.000m2 que permita expansão, caso seja possível ter acesso a mais de 15.000 toneladas/ano de matéria prima.

A tecnologia usada nestas unidades de produção é semelhante à que transforma crude em produtos refinados e gás, através do processo petroquímico: separação das moléculas, gaseificação, limpeza de gases e rectificação. A maior inovação tecnológica nesta patente prende-se com questões ecológicas, gerando benefícios ambientais directos e garantindo uma produção elevada de novos produtos, como gasolina, gasóleo, gás, solventes e ácidos. Devemos levar em consideração que esta tecnologia ajuda a melhorar a qualidade do ambiente, e está incluída no conceito geral de Operações de Valorização referidas no Anexo II da Directiva 2008/98/CE sob a denominação R1-utilização principal como combustível ou outro meio de produção de energia. O funcionamento da unidade de produção depende, exclusivamente, do acesso regular a matéria-prima para converter em combustível ou outros produtos químicos para indústria e electricidade de fontes renováveis. A transformação já está legislada e segue as regras a aplicar em matéria de reciclagem e valorização de resíduos para utilização energética descritas na Directiva 2008/98/CE da união Europeia. Para uma unidade de processamento de 40 toneladas/dia, a produção anual de gasolina, gasóleo, solventes, ácido sulfúrico e electricidade pode gerar um total de vendas que ronda os oito milhões de Euros, dependendo do mercado local. Considerando os custos estimados de operação, incluindo 25 funcionários, o resultado operacional previsível leva a concluir que o Projecto é financeiramente viável e representa elevados níveis de Valor Actual Líquido (VAL) e Taxa Interna de Retorno (TIR).

A Your VIP Partner falou com um dos fomentadores da tecnologia, George Shamkulashvili, que assegurou a viabilidade do processo industrial descrito, e mencionou que estão a ser procurados mais investidores para o desenvolverem em países preocupados com as consequências negativas para o ambiente causadas pela alienação de pneus usados, e que desejam contribuir para um planeta melhor, menos poluído e mais verde.

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