Lifestyle & Travel
Ago 1, 2017
Novo Rosto do Turismo
O Quénia tem vindo a destacar-se como destino de preferência para os multimilionários do mundo, sendo já o terceiro destino mais popular entre a elite mundial, ultrapassado apenas pelas Seicheles e pelas Maurícias.
De acordo com o "New World Wealth Report" o Quénia sagrou-se, em 2016, como o quarto país mais rico do continente africano, atrás apenas da África do Sul, da Nigéria e do Egipto, crê-se que a sua estabilidade interna e o investimento do governo na indústria do turismo tenha em muito contribuído para este crescimento de riqueza e para cativar a curiosidade dos mais de 4.000 multimilionários (com fortunas pessoais acima dos 10 milhões de dólares) que, de acordo com a publicação supracitada, elegeram o Quénia como destino de férias em 2016.
A primeira opção dos turistas, em geral, têm sido os safaris nas reservas naturais de Massai Mara e Nairobi, famosos pela numerosa população de leões, elefantes, girafas, leopardos e chitas bem como pela Grande Migração que decorre anualmente entre Julho e Outubro com a chegada de zebras, gazelas e gnus oriundos do Serengeti (que ocupa o Sudoeste do Quénia e o Norte da Tanzânia).
O turismo é actualmente um dos sectores mais importantes da economia queniana, contribuindo para 10% do Produto Interno Bruto e empregando cerca de 9% da mão-de-obra activa total da nação africana, diversificando cada vez mais a sua oferta.
Além dos populares safaris – graças à sua geografia e clima estável ao longo de todo o ano – conta também com pristinas praias e pitorescas montanhas, havendo opções para todos os gostos.
Desde 2013, compreendendo a necessidade de se destacar neste campo e não danificar os seus atractivos naturais, que o governo do Quénia tem vindo não só a investir no sector turístico, mas também a aplicar e aprofundar leis para assegurar que o turismo tradicional do país se torna num negócio sustentável, fiscalizando o seu crescimento com uma planificação que assegure o futuro da indústria mantendo os atractivos culturais, de flora e de fauna que têm atraído turistas oriundos de todo o mundo.
Além dos parques de safari, o Quénia conta com uma riqueza inigualável de ruínas, monumentos e museus que datam desde a pré-história, passando pela era colonial e culminando na promoção da sua riqueza natural. Destacamos as Ruínas Gede, uma cidade Suaíli existente no século XII, sendo na prática um museu onde é possível observar ainda hoje as ruínas das mesquitas e das casas habitacionais da altura.
Tratando-se de um país com um legado colonial, não podemos descurar uma visita ao Forte Jesus, fortaleza portuguesa, transformada em prisão pelo Império Britânico, erguida na ilha de Mombaça que é hoje um museu cercado por atractivas praias de areia branca. Não pode também olvidar uma visita ao Museu Karen Blixen, lar da escritora dinamarquesa que redigiu sucessos como "África Minha" ou "A Festa de Babette", ambos levados ao grande ecrã e que ainda hoje animam gerações.
Os Museus Lamu são Património da Humanidade e encontram-se na Costa Norte do Quénia, incluem o Forte Lamu, o Museu Lamu propriamente dito, o Posto dos Correios Alemão, as Ruínas Takwa e a Residência Suaíli. Devotado exclusivamente à História do Quénia, há ainda o Museu Nacional do Nairobi, que trata da natureza, cultura, arte e história do Quénia e inclui vários jardins botânicos, trilhos naturais e o seu famoso Parque das Cobras.
Para os adeptos das actividades marítimas, além das longas praias existem opções de rafting em rio, surf à vela, mergulho em vários reservas marítimas e pesca desportiva. Se prefere algo menos radical, o Quénia conta actualmente com oito dos melhores courts de golfe do mundo; se prefere algo mais radical, saltos de para-quedas, escaladas e caminhadas em montanha são uma atracção irresistível para os adeptos da adrenalina. E já mencionamos os rallies e as corridas de camelos? A cultura urbana vibrante graças à imigração europeia, asiática e indiana? A capital do Quénia não fica atrás de nenhuma metrópole ocidental, mas se preferir pode sempre ir para o interior e visitar uma aldeia típica. Que tal lhe soa um fim-de-semana com os Maasai?





