Sport
Mar 1, 2017
RUGBY EM CADEIRA-DE-RODAS - NUNCA DESISTIR
Poderíamos imaginar que o rugby é um jogo demasiado físico, para ser praticado por pessoas com deficiência. Bem, com crianças seria o mesmo, mas elas adoram. As pessoas com deficiência não são flores e, com a postura correcta perante a vida, podem ser pessoas perfeitamente normais e praticar qualquer desporto no mundo. E o rugby não é uma excepção.
<Está bem! Pode parecer perigoso, pode parecer traumatizante, até pode parecer digno de gente doida. Mas devemos perguntar: como dizer a uma pessoa com deficiência que não pode fazer algo, devido à sua incapacidade? E outra pergunta: é justo colocar tal pergunta?
Rugby não é um desporto exclusivo para atletas sem deficiência. É um jogo robusto, muito físico, com regras muito claras, para homens e mulheres que utilizam cadeira-de-rodas. E alguns formatos do jogo exigem que os jogadores sejam quadriplégicos, enquanto outros formatos exigem o compromisso de, pelo menos, três membros.
A cada jogador é atribuída uma classificação, que reflete o grau de compromisso do jogador. As equipas devem ter um ponto de limite, o que significa que devem ser compostas por jogadores com diferentes graus de compromisso para poderem ser aceites num jogo.
Originalmente, o jogo chamava-se "murderball" (bola assassina, quando traduzido para português), ou rugby de quads, nos Estados Unidos. O rugby de cadeira-de-rodas inclui muitos aspectos do rugby normal, e também elementos dos basquetebol e do andebol; desportos em que homens e mulheres utilizam cadeiras manuais, jogados em pavilhão, e que podem competir juntos na mesma equipa.
A finalidade dos jogadores é levar a bola a passar a linha do adversário. E sem dissimulações: com o uso de força bruta, se necessário! O contacto físico entre jogadores, contudo, não é permitido. Em vez disso, os praticantes usam a cadeira para bloquear os adversários. Novamente: a sua percepção sobre as pessoas com deficiência, vai ser testado; este é um desporto duro e bruto, e não há tempo para que seja jogado com gentileza.
Os principiantes, podem praticar o jogo numa cadeira normal, mas se vir fotos ou catálogos de cadeiras especiais, verá que existem muitas diferenças. As cadeiras profissionais são mais leves, mais fáceis de manobrar e muito mais rápidas. E também, as rodas traseiras são abertas para permitir mais aderência e estabilidade no pavimento.
A bole é semelhante à uma bola de voleibol, embora haja casos em que é igual a uma bola normal de rugby. Tudo depende do nível do jogo. O campo é igual ao de um jogo de basquetebol. Piso em madeira, com linhas laterais, linhas de base, linha central, um círculo central e duas áreas de golo, perfeitamente demarcadas.
As equipas são compostas por quatro jogadores, mas podem ser compostas por 12 jogadores. Os jogos são jogados em quatro partes, de oito minutos cada, com intervalos entre dois a cinco minutos entre cada parte.
Os pontos são marcados de cada vez que um atleta tem controle firme sobre a bola e cruza a linha de ensaio do adversário com duas das quatro rodas.
O contacto entre as cadeiras, é um ponto fulcral do jogo. Atingir a cadeira do adversário na parte de trás das rodas traseiras, contudo, pode levar a um pião, e é falta. Por ser um confronto físico directo com o adversário. Esta penalidades são castigadas com um minuto de expulsão ou até desqualificar o jogo.
E há limites para a regra de posse de bola para um único atleta: dez segundos, após os quais, o árbitro toma posse da bola e oferece-a à outra equipa. Uma vez ganha a bola, a equipa tem 40 segundos para marcar.
A equipa pode reclamar "tempo" por 30 segundos, e os treinadores, podem pedir um minuto.
Se houver um empate no final dos quatro períodos, joga-se um tempo extra de três minutos. E, os tempos extra de três minutos serão repetidos, sempre com intervalos de dois a cinco minutos, até que uma das equipas vença o jogo.
O rugby em cadeira-de-rodas foi inventado no Canadá em 1977, como forma de integrar atletas quadriplégicos no âmbito do desporto. Do Canadá, espalhou-se pelos Estados Unidos e é agora um desporto Paralímpico, jogado em 26 países.





