Technology
Jul 1, 2017
NÃO É GRANDE, É ENORME
Imagine um avião que parecem dois aviões colados entre si pela asa. Depois adicione seis reactores Pratt & Whitney, tal como os utilizados no Boeing 747. O resultado são 580 toneladas de peso a levantar voo.
Parece-se com algo saído de um filme fantástico dos anos 1960, onde um velho vilão exibe uma nova e aterradora arma que ameaça o mudo inteiro. Mas é apenas a nova criação da Vulcan Aerospace – fundada pelo co-fundador da Microsoft, Paul Allen, em 1986 – e o seu nome é Stratolaunch.
O avião foi anunciado em 2011 mas, até agora, ninguém mais tinha ouvido falar nele – houve até quem questionasse sobre a viabilidade da empresa - até agora.
No passado dia 1 de Junho, o avião saíu finalmente do hangar onde foi construído e onde tiveram lugar os primeiros testes de combustível, no Mojave Air & Space Port, no deserto da Califórnia. Este acontecimento marcou o final da fase de construção e o início dos testes em terra e talvez dos testes de voo.
Com os seus 117 metros de envergadura (maior que um campo de futebol), torna-se o maior avião do mundo, pulverizando o anterior recordista – o Spruce Goose, de 1947, de Howard Hughes - em quase 20 metros. A Vulcan Aerospace também anunciou que o avião terá uma capacidade operacional de voo de 3700 km (2000 milhas náuticas). A nave voadora tem 28 rodas e mede 15 metros de altura.
Não é suposto transportar passageiros, mesmo sendo isso possível. Em vez disso, vai servir como um palataforma de primeiro apoio para o lançamento de foguetões e entregas de carga e diversas órbitas. Também é capaz de lançar pequenos satélites que pesem até 450 kg (1000 libras) na órbita terrestre.
A ideia é poupar combustível em comparação com os lançamentos de terra e reduzir drasticamente os custos do envio de carga para o espaço.





