Technology
Ago 1, 2017
É um pássaro?... É um avião?... É um drone!
Capazes de captar imagens dos locais e ângulos mais inacessíveis e inesperados, os drones estão cada vez mais acessíveis aos adeptos de novas tecnologias com gosto por vídeo e fotografia.
Atualmente, os usos destas pequenas máquinas tornam-se mais diversificados, desde reportagens jornalísticas a entregas ao domicilio.
A gigante Amazon desenvolveu uma patente usando este aparelho que lhe permite fazer entregas rápidas em casa dos consumidores e, há já alguns anos que vem a fazer testes para determinar qual o melhor método para estas entregas.
O serviço oferecido pela empresa exige que seja possível o drone fazer uma aterragem e então deixar a encomenda, mas para um serviço mais rápido e seguro para ambas as partes, tenta apostar em novas formas de utilizar esta tecnologia.
Uma das possibilidades será juntar ao drone pequenos para-quedas, que permitiriam a entrega das encomendas sem as danificar e sem exigir a aterragem do aparelho. Esta é uma das utilizações vencedoras, vantajosas para o cliente que recebe mais rapidamente os seus pedidos, e para a empresa que economiza no transporte.
Mas as inovações mais impressionantes no que toca a estes aparelhos, estão em transformá-los em pequenas ambulâncias capazes de sobrevoar o território e prestar auxílio médico.
A capacidade de voo e o reduzido tamanho permite que entrem em zonas perigosas, oferecendo vantagens estratégicas, numa situação que envolva reféns ou em caso de incêndio, onde pode oferecer informações essenciais evitando o risco de envolver agentes ou bombeiros.
As vantagens para o bem comum e de saúde, começam pela proteção de profissionais que passam por situações de risco, mas vai além das vantagens de uma visão privilegiada em cenas criminosas, suspeita de bomba ou onde existam reféns.
Os drones podem transportar desfibrilhadores para responder a vítimas de ataque cardíaco mais rapidamente que uma ambulância, o que nestes casos faz toda a diferença. Têm capacidade para fazer chegar medicação a áreas mais remotas, tal como fazer uma distribuição eficaz de preservativos, em especial em locais rurais onde a oferta não seja adequada, ou até mesmo transportar amostras de sangue entre os locais de recolha e os laboratórios, permitindo agilizar o processo e consequentemente os resultados desses exames. Ou ainda, permitir tanto o transporte de medicamento como fornecer informações às vitimas de catástrofes naturais.
Todas as utilizações levantam os seus problemas, mesmo o kit de salvamento com desfibrilhador exigirá que quem assiste o paciente seja capaz de seguir as instruções dadas pelo médico também através do drone, o pode ser difícil numa situação tão delicada.
Um diferente problema, mas com avanços positivos, decorre da necessidade de refrigeração das amostras de sangue durante o transporte, já que o transporte só por si não é o que baste.
Há ainda caminho a percorrer, mais práticos ou burocráticos, no que diz respeito à legislação e autorização de voo em determinadas zonas, mas estão dados os primeiros passos para chegar a novos avanços através destes pequenos voadores que podem mesmo salvar vidas.





