Mecanica e Locomoção

Ago 1, 2017

ADN DIVERTIDO

O que acontece quando um Prius se apaixona por uma Yamaha? Resulta num Toyota i-Road. Pode parecer uma piada, mas a sensação que este veículo provoca não é piada nenhuma.

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Ao contrário de uma bicicleta, não tentará cair sempre que você parar. E não vai ficar com os pés molhados, também. O Toyota i-Road tem todas as vantagens de uma moto, juntamente com o conforto de um carro.

O principal desafio para o projeto deste construtor japonês foi atender às exigências das cidades do futuro. Com o crescimento das populações e a inevitável expansão das áreas das cidades, o tráfego certamente irá tornar-se muito mais intenso e a mobilidade será uma dor de cabeça para quem se tentar mover do ponto A ao ponto B durante as horas de ponta.

Com uma velocidade máxima de 56 km/h (35 mph), alguns podem pensar que o i-Road não seria capaz de acompanhar o tráfego, mas não é esse o caso. Por exemplo, só no ano passado, o limite de velocidade em Nova Iorque, Estados Unidos, foi reduzido para uns rastejantes de 40 km/h (25 mph). Num dia de trabalho, terá sorte se atingir metade disso.

O i-Road é um veículo elétrico de emissões zero, com um reduzido impacto (de carbono e físico). Ele pode mover-se dentro e fora do trânsito com um sistema de manobra que combina inclinação activa com uma roda traseira livre.

É alimentado por dois motores elétricos de 1,9 kW — um em cada roda dianteira — tornando-o num veículo de tracção dianteira. Além disso, as suas baterias de lítio são totalmente recarregáveis após 3 horas, usando uma ficha de parede normal de 110 volts que lhe concede uma autonomia de 48km (30 milhas) – mais do que suficiente para uma viagem média de ida e volta numa cidade grande.

As rodas movem-se para cima e para baixo independentemente da outra e são sincronizadas eletronicamente através do volante. Isso permite que o veículo se incline nas curvas, com o grau ideal de inclinação, controlado por um sensor giroscópico que mede direção, ângulo e velocidade.

A transmissão é de velocidade única, automática – apenas pressione D para a andar e R para reverter a marcha. Combinando com a direção da roda traseira, o i-Road tem um raio de rotação de três metros (10 pés), permitindo-lhe "espremer-se" em metade, ou mesmo num quarto, do espaço de estacionamento de um carro grande.

O Toyota i-Road mede 2,3 metros (sete pés e meio de comprimento) e pouco menos de 0,9 metros (três pés de largura). Pesa uns alegres 272 kg (600 libras).

A cabine é totalmente fechada, com acesso por grandes portas de ambos os lados, e o grande pára-brisas inclinado faz a janela traseira parecer-se com um erro grosseiro. De acordo com os pilotos que tem rolado com o i-Road "parece que estamos a pilotar um avião de hélice pequena". O habitáculo oferece grande visibilidade, que é mais do que podemos dizer sobre o pára-brisas traseiro.

Um único farol ilumina o percurso pela frente, enquanto um par de luzes traseiras estão montadas mais altas de ambos os lados do vidro traseiro. A única luz de reversão é sublinhada com uma pequena saliência, cujo único objectivo é transmitir um ponto de exclamação.

Dentro do habitáculo, uma coluna com três botões controla a transmissão, e o volante tradicional ajusta a familiaridade com qualquer condutor automóvel.

O painel digital emite uma luz azul, com grandes dígitos indicando carga, velocidade e mudança. Sobre isto tudo, o interior em plástico soa a barato e fraco, provavelmente num esforço de manter baixo preço e baixo peso.

Ao iniciar o carro, são feitas uma série de calibragens, para que o carro se ajuste ao peso do condutor. Uma pequena luz "READY" indica quando o carro está pronto a entrar em marcha. O volante inclui indicadores activos que vibram para informar o condutor se está a inclinar-se demais numa curva, dando-lhe a possibilidade de corrigir o trajecto. Se o veículo sentir que o trajecto se mantém arriscado, endireita-se automaticamente. Assim que pressiona o travão, o i-Road endireita-se imediatamente.

Como carro barato e minimalista que é, o assento do condutor não é confortável. E o veículo também vem equipado com um segundo assento que se torna inútil dado o reduzido espaço no cockpit.

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