Business & Industry

Mai 1, 2016

COMPROMISSO AMBIENTAL

A indústria química no Egipto tem sido facilitada no seu desenvolvimento pelo forte sector petrolífero, que é capaz de fornecer matérias-primas, consumíveis e infra-estruturas de produção. Os sectores-chave da indústria química incluem fertilizantes, petroquímica, polímeros e outros produtos químicos.

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O Egipto consome, aproximadamente, sete milhões de toneladas de nitrogénios e adubos fosfatados por ano. Devido às suas capacidades de produção intensiva de fertilizantes, o país é largamente auto-suficiente em fertilizantes.

O Egipto tem cinco principais fábricas de fertilizantes que utilizam matérias-primas de hidrocarbonetos para produzir intermediários e componentes para fertilizantes, tais como ácido sulfúrico, ácido nítrico, amoníaco, ureia, nitrato de amónio e misturas de adubos azotados.

O país está a realizar um plano de mil milhões de dólares para aumentar a produção de adubos de seis para nove milhões de toneladas por ano. Este projecto, financiado localmente, permitirá a esta nação do Norte de África duplicar a sua exportação de fertilizantes nos próximos três anos.

A indústria petroquímica egípcia tem vindo a expandir os portfólios e a capacidade de produção. Esta indústria encontra-se junto do Complexo Petroquímico em Amera, o qual será ampliado e complementado com dois projectos. O primeiro é uma fábrica de polipropileno com capacidade de produzir 120.000 toneladas/ano. Prevê-se que irá cobrir as necessidades dos fabricantes locais de plástico e de tapetes, e poupar mais de 150 milhões de dólares na importação.

A disponibilidade das matérias-primas integrar-se-á com os produtores locais, como a produção de embalagens da moderna empresa Technopac, que produz 4.500 toneladas/ano de polipropileno granulado, perto da cidade do Cairo.

O segundo projeto é uma fábrica de produção de etileno com uma capacidade prevista de 100.000 toneladas, expansíveis até 200.000 toneladas por ano. O etileno satisfará os requisitos a jusante, de matéria-prima para os produtos que são utilizados na agricultura, irrigação, embalagens e isolamento de cabos elétricos.

KIMA

A KIMA- Indústrias Químicas Egípcias (Egyptian Chemical Industries) é uma sociedade anónima fundada em 1956, por decreto do Conselho de Ministros, que se foca nas indústrias químicas, produzindo fertilizantes nitrogenados e matérias químicas.

As fábricas e a cidade residencial da KIMA estão instaladas numa propriedade de 450 hectares, a aproximadamente quatro quilómetros a sudeste da cidade egípcia de Assuão. Estabelecer-se em Assuão permite explorar a energia que vem da estação eléctrica da Barragem de Assuão, e a possibilidade de explorar a parte excedente da energia da estação, que produz 280 MW. O complexo consome aproximadamente 200 a 220 MW, a maior parte dos quais nas operações de electrólise.

A política ambiental da KIMA vem do compromisso profundo e sincero para com a importância da conservação do ambiente e a importância de reconhecer a responsabilidade ambiental no desenvolvimento sustentável.

Visão de Futuro

A KIMA apresentou um estudo de viabilidade de redução de energia. O plano é poupar 150 MW em todo o complexo industrial substituindo a energia eléctrica por gás natural.

Este plano permitirá à KIMA poupar energia elétrica, criar mais oportunidades de emprego (2000 novos postos de trabalho) e fornecer adubo para o alto Egipto. Esta acção irá ainda preencher a lacuna entre procura e a oferta de fertilizantes nitrogenados. Com este plano de expansão, a KIMA fornecerá a fábrica com novas tecnologias, a fim de a tornar mais amiga do ambiente e acabar com o excesso de poluição.

O estabelecimento da nova fábrica - KIMA 2 - é o próximo objectivo. A empresa espera produzir 1200 toneladas/dia de amoníaco, 22.000 toneladas/ano de fertilizante de nitrato, 530.000 toneladas/ano de ureia.

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