Business & Industry

Fev 29, 2016

Biomassa: Energia de Carbono Zero

A Biomassa é um combustível não-fóssil de origem biológica que constitui uma fonte de energia renovável. As origens mais comuns deste combustível são madeira, desperdícios urbanos e combustíveis alcoólicos. Devido à sua disponibilidade no planeta, a biomassa lenhosa é explorada como fonte de energia.

Energia a Partir de Biomassa Lenhosa

A maioria da indústria de papel nos EUA usa produção própria de energia renovável para o fabrico de papel. Muitas das fábricas que usam energia própria são "unidades integradas", o termo normalmente empregue para caracterizar as fábricas que produzem pasta e papel no mesmo local. As fábricas não-integradas são aquelas que compram a pasta de papel que usam para produção de papel e que, normalmente, não têm acesso a energia produzida localmente a partir de derivados de pasta. Estas unidades não-integradas podem compensar as emissões de carbono ou comprar energia produzida a partir de fontes renováveis.

As fábricas de papel que são capazes de usar biomassa podem reduzir a necessidade de aquisição de energia "da rede", que é em grande parte de origem fóssil. Em alguns casos, o uso de biomassa permite às papeleiras operar com emissões de carbono de grau-zero, ao replantarem as florestas usadas, dependendo do método de cálculo.

A indústria de produtos florestais é a principal fornecedora e utilizadora de energia a partir de biomassa, e produz mais energia desta fonte do que toda a energia produzida a partir de fontes solares, eólicas e geotermais.

Biomassa e Neutralidade de Carbono

O Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas (IPCC) considera, actualmente, que as emissões de biomassa são neutrais em termos de carbono. O IPCC olha as emissões de biomassa como parte integrante do ciclo natural do carbono (o chamado carbono biogénico que faz parte da biosfera da Terra há milénios), e afirma que tais emissões não contribuem para a acumulação de dióxido de carbono na atmosfera. O relatório 1605(b) da Energy Information Administration (EIA) contém uma nota de rodapé que cita a orientação do IPCC e afirma que "os relatores podem querer usar um factor de emissão zero para madeira, desperdício florestal e outros combustíveis de biomassa".

O carbono de biomassa rico em energia – derivado de lascas de madeira, casca, serradura e líquidos colectados durante os processos de abate de árvores e fabrico de pasta de papel – é o carbono atmosférico que é transformado e aprisionado durante o crescimento, que passa a fazer parte do ciclo natural do carbono e que inclui as árvores e outras emissões naturais de CO2. É um ciclo fechado: o crescimento de novas árvores mantém a absorção de dióxido de carbono atmosférico; consequentemente, não existe contribuição líquida para o nível de CO2 na atmosfera.

Queimar combustíveis de Biomassa

A cadeia de fornecimento da indústria de pasta e papel é complexa – e muito similar em vários aspectos ao ciclo de vida do papel – a resposta nunca é um simples "sim" ou "não". Em relação à biomassa para energia, existem estudos que questionam a forma como é medido o impacto do uso de biomassa no armazenamento de carbono.

Existem duas abordagens básicas à compensação e medição de carbono. A primeira, medições básicas de descargas de carbono não-biogénico a partir da actividade humana (combustíveis fósseis), decomposição de detritos em lixeiras e processos industriais. Esta é a contabilidade simplificada que o IPCC faz a nível global, enquanto os emissores apenas medem valores locais. A segunda, a medição de todas as descargas de carbono (biogénico e não-biogénico), toda a captação de carbono e a mudança nos níveis de armazenamento. Esta abordagem torna-se um inventário do armazenamento de carbono, que contabiliza quanto é adicionado ao total pelo uso de combustíveis (incluindo biomassa), e quanto está a ser retirado através da acumulação por árvores, oceanos e solo.

Alguns grupos ambientalistas questionam se o carbono emitido por queima de biomassa deve ser considerado neutral. De acordo com um relatório realizado pela Environmental Paper Network (EPN), "a questão da neutralidade do carbono em ecosistemas florestais ou plantações precisa de ser explorado a diferentes níveis, incluindo ao nível da paisagem ou das florestas e plantações. Procuramos compreender como é que as nossas actividades específicas e decisões relativamente à quantidade de árvores a abater, e em que intervalos, levarão a uma alteração da paisagem".

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