Lifestyle & Travel

Set 1, 2016

INSPIRE-SE NA MAGIA DAS DOLOMITAS

Considerada uma das regiões montanhosas mais espantosas do Planeta, as Dolomitas, em Itália, são um local de beleza fascinante, pouco explorado como destino de férias, pelo menos, pelos portugueses. A Your VIP Partner leva-o a conhecer os roteiros possíveis, os encantos e os recantos deste "paraíso natural".

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Foi em 1971 que o geólogo francês Deodat de Dolomieu descobriu esta composição rochosa dos Alpes orientais, no Norte de Itália, hoje classificada como Património da Humanidade pela UNESCO, e que se estende pelas províncias de Belluno, Bolzano, Trento, Údine e Podenone, na fronteira com a Áustria.

Marmolada é a montanha mais alta, com 3342m de altitude. No inverno, é muito apreciada pelos fãs do ski, que ali encontram cerca de 500km de pistas de vários níveis ligadas por teleféricos. No Verão, as actividades mais comuns são escaladas por ferratas, exploração das galerias nas montanhas utilizadas durante a Primeira Guerra Mundial e caminhadas na natureza com desnível acentuado. Para além disso, pode ver-se ao vivo uma amostra de pequenos habitantes do mundo animal, tais como raposas, esquilos, marmotas, águia real, entre outros, que admiravelmente se adaptam a estas condições extremas de frio e de calor.

Se férias em montanha são um prazer para o corpo e para a alma, os lagos tornam-nas ainda mais fascinantes e refrescantes. Cortina d'Ampezzo, uma cidade pitoresca de montanha na província de Belluno, com construções de madeira e influências do tirolês, é um excelente ponto de partida. Graças aos imensos refúgios localizados no topo das montanhas e nas estradas que cortam os vales, é possível experienciar momentos relaxantes e saborear a riqueza da cozinha ítalo-austríaca.

Via ferrata no Monte Averau

Entre Passo Falzarego (2105m) e Passo Giau (2236m), fica situada uma cordilheira muito popular, conhecida como "Grupo Nuvolau". Esta consiste num pequeno conjunto da típica montanha dolomítica, que devido à sua acessibilidade, nos presenteia com um panorama singular. Partindo em caminhada do refúgio Averau, é possível subir até Torrione Averau (a 2.649m). Do topo, em Cinque Torri (a 2361m de altitude), avistam-se cinco montanhas autónomas, muito populares na actividade da escalada.

Partindo do refúgio Nuvolau, e caminhando pela beleza natural de Passo de Falzarego, (também conhecida como "passagem do bosque"), através de um ponto estratégico de vigia pode apreciar-se toda a diversidade da flora que irrompe pelos trilhos. Passear pela pequena cidade de Alleghe, junto ao lago, e admirar a arquitectura dolomítica predominante, no lado noroeste do Monte Civetta, é outra das atracções a não perder. Diz uma lenda que «a igreja de Alleghe foi parcialmente destruída, tendo o sino colapsado devido à onda de água que atingiu o local.  Os sinos ficaram submersos e desapareceram nas profundezas do lago, mas nos dias em que as águas estão limpas, é possível ver a ponta de um sino submerso».

Lago Di Fedaia

O Lago Di Fedaia localiza-se a oeste do Passo Fedaia, na província de Trento. Porém, historiadores dão conta da existência de dois "Lagos Fedaia" separados por uma estreita faixa de terra. O mais conhecido e difundido fica no lado ocidental, tendo surgido na sequência da construção de uma barragem, em 1955. O outro, com dimensões menores, formou-se aparentemente, devido à barragem Moraine. Estendem-se até ao fim do vale Ciampié, no estreito entre Marmolada (a sul) e Bech da Mesdi (a norte). De salientar que Marmolada é referida, historicamente, como um ponto estratégico fundamental durante a Primeira Guerra Mundial. Foi aí que um comandante do Império Austro-Húngaro, com a sua experiência em engenharia, conseguiu solucionar o problema dos mantimentos dos soldados que se encontravam em posições avançadas do território.

O lago artificial Di Fedaia estende-se por cerca de 2km na direcção leste-oeste até a uma barragem de 63,9m de altura. O percurso começa no refúgio Passo-Fedaia e termina em Pian Dei Facconi, aos 2.226m de altitude. Trata-se de um dos percursos mais difíceis por razões atmosféricas, pois metade do caminho é feito com neve pela altura do joelho.

Beleza e História

Nas dolomitas orientais, em frente ao Passo Falzarego e ao maciço do Tofane, que separa o vale de Cortina d'Ampezzo, situa-se o Monte Lagazuoi.

Chegar ao topo do Monte Lagazuoi é difícil, mas vale a pena pela beleza natural que se avista. Em alternativa pode apanhar o teleférico em Passo de Falzarego, e em poucos minutos sobe 2.800m até ao "terraço panorâmico de Lagazuoi", famoso a nível mundial pela incrível paisagem. A descida da ferrata Lagazuoi, não é menos emocionante. As galerias internas transportam-nos para os resquícios da vida na montanha durante a Primeira Guerra Mundial. Aqui, as tropas italianas e austríacas lutaram pelo controlo da cúpula Lagazoui. Controlada pelos austríacos, a cúpula foi disputada pelos soldados italianos que construíram (ao longo de vários meses) túneis labirínticos ao longo da montanha para derrotarem os austríacos. No percurso encontram-se armazéns, quartéis, passagens e outros artefactos bem preservados e ainda visíveis. O cenário é uma espécie de museu, fascinante não só pela paisagem, mas também pelo aspecto histórico.

O mais famoso dos percursos

O passeio mais famoso e frequentado das Dolomitas, e também um encontro com o mais dramático e monumental dos ambientes dolomíticos, começa em Auronzo, junto ao Lago Misurina. Famoso pelo microclima, neste lago encontra propriedades ideais para curar problemas respiratórios. Numa segunda etapa pode passear pelos trilhos circundantes de Tre Cime di Lavaredo, cuja imponência apenas se compara ao Monte Branco, a montanha mais alta dos Alpes.

Riqueza subterrânea

Para concluir a viagem, deixe-se surpreender pelo Lago di Braies, o maior das Dolomitas. Com altura acima do nível do mar – 1.496m e diâmetro de 1,2km de águas verdes cristalinas, é um local de rara beleza e harmonia, propícias a momentos de meditação.

Segunda uma lenda, «existem riquezas submersas pertencentes aos povos nativos que habitavam nas montanhas de Braies, e que numa tentativa de as salvar durante a Primeira Guerra, abriram fontes subterrâneas das montanhas que submergiram todo o local onde actualmente se situa Braies».

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