Business & Industry

Set 1, 2016

15 ANOS DE BANCA PARA DESENVOLVER ANGOLA

Após 15 de existência, o Banco SOL atingiu uma dimensão que o torna uma referência entre os 27 bancos que operam em Angola. Porém, não é ser o maior que o motiva, mas estar entre os melhores que lhe abre caminho para a expansão internacional em termos competitivos.

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Com mais de 600.000 contas de clientes, mais de 180 balcões em Angola e quase 200 milhões de dólares de Fundos Próprios, o Banco SOL já é uma referência no mercado angolano, e está a começar a sua internacionalização, quer para países vizinhos na região da África Austral, quer para outras regiões onde possa apoiar a sua continuada expansão e melhor servir os clientes angolanos e estrangeiros.

Entre 2002 e 2014, Angola esteve entre os países emergentes com maior ritmo de crescimento económico, beneficiou de um ambiente de paz política e socialmente estável e da melhoria do nível de desenvolvimento humano, tendo sido possível reconstruir e modernizar as infraestruturas, estender o acesso à educação e melhorar as condições de vida de milhões de angolanos de todas as idades. Criado em 2001, o Banco SOL beneficiou deste ciclo de crescimento da economia e da sociedade angolanas para se consolidar, e servir esse mesmo processo de desenvolvimento. Ao longo desses anos, o Banco SOL cresceu de forma sustentável e, ano após ano, gerou dividendos para os seus accionistas, acumulando reservas para reforçar Fundos Próprios.

Coutinho Nobre Miguel, o Presidente, disse-nos que, «após a consolidação em Angola, o Banco SOL está a desenvolver novas áreas, como o private banking e o investment banking, alargando o leque de serviços a clientes particulares, empresas e a novos investidores, criando condições para iniciar um ciclo de novos negócios em Angola e noutros países onde venha a operar. Estamos abertos a trabalhar com novos parceiros, especialmente interessados em seguirem as tendências de progresso de Angola e de outros países de África em que possa actuar».

É importante salientar que tal política de consolidação em Angola tem sido conduzida de forma socialmente responsável, pois igual prioridade tem sido sempre dada à criação de mecanismos de apoio à inclusão de sectores mais carenciados, como seja o crédito de campanha para camponeses ou créditos preferenciais para professores e estudantes. Estes são apenas dois exemplos de esquemas inovadores criados pelo Banco SOL e que têm merecido o reconhecimento de instituições públicas e privadas, inclusive de grandes empresas estrangeiras instaladas neste país que escolheram o Banco SOL como agente para programas de incentivo à inserção social. Aliás, é importante recordar que o Banco SOL, desde a sua fundação em 2001, foi o iniciador do microcrédito em Angola, tendo ao longo destes anos, apoiado mais de 100.000 clientes com pequenos empréstimos, de valor médio na ordem de 1.400 dólares, que ajudaram muitas famílias a criarem uma base de rendimento que contribuiu para melhorarem as suas condições de vida.

Todavia, desde meados de 2014, Angola, tal como muitos outros países produtores de petróleo, iniciou um ciclo de grandes dificuldades financeiras devido à quebra do preço do petróleo bruto, o que provocou um acentuado abrandamento do crescimento económico e a redução do poder de compra da população.

Embora Angola continue a exportar cerca de 1,8 milhões de barris de petróleo por dia, o que a coloca em 1º lugar entre os países da África subsaariana, a receita de exportação baixou cerca de 50 %, o que implica que a balança de pagamentos tenha passado a ter défice, tal como as contas do Estado, devido à quebra das receitas fiscais. O Banco SOL soube adaptar-se a esta conjuntura, e até conseguiu melhorar a solidez e aumentar a rendibilidade. Apesar das dificuldades, graças à confiança dos depositantes, o Banco conseguiu continuar a aumentar o crédito às empresas, com minimização de riscos, e reforçar o crédito ao Estado para prosseguir os investimentos públicos essenciais e assegurar a manutenção do crescimento e o seu papel de relevo na estabilização gradual da economia.

Perante este quadro recente, dois factores de estabilização macroeconómica têm sido essenciais; por um lado, a existência de reservas cambiais acumuladas, que permitem amortecer a quebra das receitas de exportação; e por outro, a contribuição dos bancos angolanos para a colocação de Dívida Pública, no sentido de manter o papel das despesas de consumo e de investimento do Estado.

Angola é hoje uma das principais economias de África, com um PIB (em paridade de poder de compra) superior a 180 biliões de dólares e uma população de, aproximadamente, 25 milhões de habitantes. Nas próximas décadas, África continuará a ser um dos continentes com a maior taxa de crescimento económico e com gradual melhoria do desenvolvimento humano, procurando aumentar os padrões de nível de vida de mais de um bilião de pessoas, dos quais 400 milhões vivem em cidades, sendo a crescente urbanização uma das características fundamentais do futuro no território.

O exemplo do sector bancário em Angola, que tem desempenhado com sucesso um papel essencial na promoção do desenvolvimento económico e social do país nos últimos anos, é importante para ser seguido noutros países em estádio similar ou inferior de desenvolvimento, pois a qualidade dos serviços prestados pelos bancos em Angola, procurando seguir as melhores práticas e os padrões internacionais, tem ajudado particulares e empresas a desenvolverem os seus negócios e a gerirem as suas poupanças.

Simultaneamente, o BNA, na qualidade de Banco Central, aumentou a aplicação de mecanismos de supervisão segundo os padrões internacionais para assegurar a manutenção, ou mesmo aumentar o foco das instituições financeiras na qualidade e na sua sustentabilidade a longo prazo.

O Banco SOL é hoje reconhecido como um caso de sucesso na banca africana, servindo mais de 600.000 depositantes e conduzindo uma política de crédito muito prudente e eficaz, inclusive através de instrumentos de microcrédito, evitando o risco de deteriorar o nível de solvabilidade e rendibilidade, e atingindo níveis muito sólidos segundo qualquer critério internacional.

A Política Nacional de Desenvolvimento em Angola está orientada para a redução do peso, ainda muito elevado, do sector do "oil & gas", através de apoio a uma agressiva política de diversificação da economia, de que se esperam resultados a curto e médio prazo. O papel principal do Governo tem sido investir na construção de novas e modernas infraestruturas, como estradas, ferrovias, habitação social, energia, água, saneamento, etc., com o apoio de crédito de países amigos, mas o Governo está também fortemente empenhado em apoiar o sector privado e o investimento estrangeiro para desempenharem um importante papel na diversificação da economia, criando novas empresas e mais emprego.

Os bancos que operam em Angola estão a ter um papel chave no financiamento do sector privado, e o Governo apoia-os através de um programa especial chamado "Angola Investe", dirigido principalmente para o desenvolvimento e investimento de pequenas e médias empresas em sectores como a agricultura, indústria, turismo entre outros. É também importante mencionar que o desenvolvimento urbano e a promoção imobiliária estão a atrair investimento para muitas cidades, especialmente na capital, Luanda, modernizando as características tradicionais desta cidade, uma das mais antigas de África, com mais de quatro séculos e onde habitam mais de sete milhões de pessoas.

Para investidores que procuram novas oportunidades de negócios em África, Angola é um dos países com melhores condições para atrair investimento directo estrangeiro, não apenas no sector petrolífero, mas agora também na diversificação da economia quer em sectores tradicionais (agricultura, pesca e minas) quer em sectores relacionados com as novas tecnologias.

Após 15 anos de actividade, o Banco SOL é reconhecido como um parceiro seguro por muitas entidades governamentais e não-governamentais, bem como por diversas multinacionais que operam em Angola, quer para aplicar programas de concessão de microcrédito, quer para operações de "trade finance e project finance".  O Banco Sol está pronto para ser o parceiro dos investidores que queiram aproveitar as oportunidades que Angola oferece e que são essenciais para prosseguir o seu desenvolvimento.

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