Business & Industry

Dez 1, 2017

UM NOVO PASSO PARA A INTERNACIONALIZAÇÃO

Angola é o 3º país do mundo que maior apoio financeiro tem recebido da China. A reconstrução e desenvolvimento de Angola a partir de 2003 beneficiou desse apoio, especialmente para a construção de novas infraestruturas e novas centralidades com milhares de apartamentos para as classes de média e baixa renda.

O crescimento económico e a melhoria das condições de vida foram evidentes e o facto de Angola ser o maior produtor de petróleo da África subsaariana foi certamente um factor determinante das condições de tal financiamento.

A quebra do preço do petróleo nos mercados internacionais iniciada em 2014 afectou gravemente os países produtores, desde os maiores, como a Arábia Saudita e a Rússia, até os mais pequenos. Angola não ficou imune e sofre desde então muitas dificuldades económicas, sociais e financeiras pois era muito grande a sua dependência da exportação de petróleo.

Perante a redução do mercado interno Angolano, onde já possuía uma dimensão apreciável que o coloca entre os grandes bancos universais, o Banco Sol definiu uma estratégia de internacionalização que alarga a sua participação noutros mercados com afinidades com Angola, quer de natureza geográfica, quer de natureza comercial ou financeira.

No prosseguimento dessa estratégia e possuindo já uma carteira significativa de clientela de empresas e particulares chineses que trabalham em Angola, o Banco SOL iniciou as diligências necessárias para se apresentar na China junto de grandes bancos e fundos de investimento, tendo optado por o fazer através da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), pois as Autoridades da China decidiram dar a Macau o estatuto de plataforma das relações entre a China e os Países de Língua Portuguesa no domínio da cooperação para o desenvolvimento, dada a posição de Macau como pólo de aproximação cultural entre o Oriente e o Ocidente.

Por isso, o acolhimento dado em Macau à visita da primeira delegação do Banco Sol não podia ter sido mais amigável e promissora, tendo aberto caminho para formas de cooperação que irão financiar projectos viáveis e sustentáveis a realizar em Angola em diversos sectores de actividade, desde a agroindústria aos serviços, passando pelas energias renováveis, o urbanismo, o turismo, as telecomunicações, as novas tecnologias, a saúde e a educação.

Fiel ao princípio de que uma crise corresponde sempre a uma nova oportunidade que se abre, o Banco Sol interpretou a quebra do preço do petróleo como um sinal para se projectar e procurar novas parcerias que tragam maior capacidade de investimento produtivo e criador de empregos em Angola e, sem dúvida, muitos bancos e fundos de investimento chineses mostram-se hoje confiantes de que o país irá ultrapassar as dificuldades que enfrenta e apenas procuram novas formas partilhadas de assumir os riscos e atingir os resultados esperados.

Angola continua a exportar cerca de 1,8 milhões de barris de petróleo por dia, o que a coloca em 1º lugar entre os países da África subsaariana. Mas a receita de exportação baixou cerca de 50 %, o que implica que a balança de pagamentos passou a ter défice, tal como as contas do Estado devido à quebra das receitas fiscais. Apesar desta nova conjuntura de crise, o Banco SOL conseguiu melhorar a sua solidez e aumentar a sua rendibilidade, tendo aumentado o crédito às empresas, com minimização de riscos, e reforçado o crédito ao Estado para que este prossiga os investimentos públicos essenciais para evitar a recessão e assegure a estabilização gradual da economia.

Com mais de 700.000 contas de clientes, mais de 200 balcões em Angola e mais de 2.300 milhões de dólares de depósitos, o Banco SOL tornou-se uma referência para bancos de outros países que procuram em Angola um parceiro financeiro credível e operativo, viabilizando a organização de financiamentos para projectos viáveis para investidores Angolanos e estrangeiros.

O Banco SOL ganhou experiência no financiamento da economia, especialmente no microcrédito e no apoio às pequenas e médias empresas, estando particularmente activo em programas de dinamização do investimento para a diversificação da economia, para reduzir a dependência do petróleo, como é o caso do programa Angola Investe, com bonificações e garantias parciais do Estado. Com tal experiência acumulada, está hoje preparado para a aplicação de soluções de cofinanciamento com bancos e fundos de investimento, tendo recolhido especial interesse por parte de algumas instituições da China e de Macau com quem estabeleceu pontes para apoiar projectos concretos e viáveis.

Coutinho Nobre Miguel, o Presidente, disse-nos que "esta viagem a Macau excedeu as expectativas em matéria de estabelecimento de acordos para que, a partir de agora, seja possível trabalhar em conjunto com parceiros financeiros da China e de Macau que complementem a acção do Banco SOL para concretizar projectos em Angola que aumentem e diversifiquem a produção nacional."

Angola acaba de entrar num novo ciclo político após as eleições gerais de Agosto de 2017, que decorreram de forma pacífica e foram geralmente consideradas como livres e justas. Para que Angola retome uma trajectória de crescimento mais acelerado e reduza o nível de desigualdades sociais, necessita de financiar projectos viáveis devidamente avaliados pelos bancos e apoiados por investidores nacionais e estrangeiros interessados em participar no desenvolvimento de um dos mais estáveis e promissores países de África. O país é uma das principais economias de África e o Continente continuará a apresentar uma taxa elevada de crescimento económico e uma gradual melhoria do desenvolvimento humano, aumentando os padrões de nível de vida de mais de um bilião de pessoas, de que 400 milhões vivem em cidades, sendo a crescente urbanização uma das características fundamentais do futuro em África.

Os sistemas bancários terão de desempenhar um papel determinante na estabilização e desenvolvimento das economias africanas. O sector bancário em Angola tem desempenhado com sucesso um papel essencial na promoção do desenvolvimento económico e social do país nos últimos anos. Concretamente, o Banco SOL é hoje reconhecido como um caso de sucesso na banca em África, como o atesta o prémio que lhe foi atribuído como "CEO of a bank" de 2016, pela Thomson Reuters, reconhecendo os esforços que tem feito para melhorar a qualidade dos serviços prestados, procurando seguir as melhores práticas e os padrões internacionais e ajudando os particulares e empresas a desenvolver os seus negócios e a gerir as suas poupanças.

Angola está a fazer uma revisão profunda dos seus sistemas legais para reforçar as condições para atrair investimento directo estrangeiro, não apenas no sector petrolífero, mas agora também na diversificação da economia para sectores tradicionais (agricultura, pesca e minas) e para sectores de novas tecnologias.

Após 16 anos de operação, o Banco SOL já é um dos bancos que é reconhecido como um parceiro seguro por muitas entidades governamentais e não-governamentais e também por diversas multinacionais que operam em Angola, quer para aplicar programas de concessão de microcrédito, quer para operações de 'trade finance' e 'project finance'. O Banco Sol está pronto para ser o parceiro dos investidores que queiram aproveitar as oportunidades que Angola oferece e que são essenciais para prosseguir o seu desenvolvimento.

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